Sintepe cobra prorrogação de contratos de 1.500 professores da Rede Estadual de Pernambuco
Sindicato afirma que encerramento dos vínculos pode prejudicar escolas e estudantes; entidade acionou órgãos de controle para discutir a situação
Entidade afirma que encerramento dos vínculos pode afetar a rotina das escolas e cobra do Governo de Pernambuco uma solução para os profissionais
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) cobra do Governo de Pernambuco a prorrogação dos contratos temporários de aproximadamente 1.500 professores da Rede Estadual de Ensino. Segundo a entidade, os vínculos foram encerrados no dia 1º de setembro e a medida pode provocar impactos no funcionamento das escolas e no acompanhamento dos estudantes.
A cobrança ocorre durante o segundo semestre letivo, período em que as unidades de ensino avançam para a conclusão do calendário escolar e intensificam a preparação dos alunos para avaliações importantes.
Sintepe cobra permanência dos profissionais
De acordo com o Sintepe, a saída dos professores neste momento pode comprometer a continuidade das atividades pedagógicas. O sindicato defende a prorrogação dos contratos como forma de evitar mudanças no quadro de profissionais durante o ano letivo.
A entidade também demonstra preocupação com os estudantes que estão se preparando para o Enem 2026, diante da possibilidade de alterações na equipe responsável pelo acompanhamento das turmas.
Além de cobrar uma solução diretamente ao Governo de Pernambuco, o sindicato informou que levou a questão ao Ministério Público de Pernambuco e ao Tribunal de Contas do Estado, buscando discutir os efeitos do encerramento dos contratos.
Por que os contratos foram encerrados?
O encerramento dos vínculos está relacionado às regras estaduais para contratação temporária. Conforme informações da Secretaria de Educação de Pernambuco, existem contratos que chegaram ao limite de permanência estabelecido pela legislação para esse tipo de contratação.
A situação coloca em discussão dois pontos: de um lado, o cumprimento das regras previstas para os contratos temporários; de outro, a necessidade de garantir profissionais suficientes para manter o funcionamento regular da Rede Estadual de Ensino.
Impacto nas escolas de Pernambuco
Para o Sintepe, a saída simultânea de aproximadamente 1.500 profissionais exige uma resposta do poder público para evitar prejuízos aos estudantes e às comunidades escolares.
O sindicato afirma que a manutenção dos professores é especialmente importante neste momento do calendário escolar, quando os alunos avançam para etapas decisivas do ano letivo.
A entidade também pretende acompanhar os encaminhamentos junto aos órgãos de controle e cobrar uma resposta do Governo de Pernambuco.
Governo ainda deve se posicionar
Até o momento, não há confirmação de uma decisão definitiva do Governo de Pernambuco pela prorrogação dos contratos questionados pelo sindicato.
A discussão deve continuar envolvendo a Secretaria de Educação, a representação dos trabalhadores e os órgãos públicos acionados pela entidade.
O caso chama atenção para a necessidade de conciliar as regras para contratação temporária com a continuidade dos serviços educacionais oferecidos pela rede pública estadual.
O Recife Urgente continuará acompanhando o caso e atualizará esta matéria caso sejam divulgadas novas informações oficiais sobre a situação dos professores.
Fonte: Sintepe, Secretaria de Educação de Pernambuco e Diario de Pernambuco.