Raquel Lyra e João Campos empatam com 43% em nova pesquisa para o Governo de Pernambuco
Eleições 2026 - Subtítulo: Levantamento RealTime Big Data, divulgado nesta segunda-feira, mostra empate no primeiro turno e também igualdade de 44% em uma simulação de segundo turno.
A disputa pelo Governo de Pernambuco chega a uma nova fase de equilíbrio, segundo pesquisa do instituto RealTime Big Data divulgada nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026. No cenário estimulado de primeiro turno, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) aparecem com 43% das intenções de voto cada, configurando empate dentro da margem de erro.
O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 15 de agosto e ouviu 1.600 eleitores em Pernambuco. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-06056/2026.
O resultado coloca os dois principais nomes da disputa estadual exatamente no mesmo patamar numérico. Mais do que apontar uma liderança, os dados revelam um cenário de forte competitividade na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.
O cenário de primeiro turno
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, João Campos e Raquel Lyra aparecem empatados com 43%.
Na sequência estão Renan Hallais (Missão), com 3%, e Ivan Moraes (PSOL), com 2%. Outros nomes somam 1%. O levantamento registra ainda 4% de votos brancos ou nulos e 4% de entrevistados que não souberam ou não responderam.
O empate também aparece na pesquisa espontânea, embora em patamar muito inferior. Nesse cenário, no qual os entrevistados não recebem previamente uma lista de candidatos, Raquel Lyra e João Campos registram 21% cada. Marília Arraes aparece com 1%, enquanto outros nomes somam 3%. Brancos e nulos representam 10%, e 44% não souberam responder.
A diferença entre os dois modelos de pergunta é relevante. Na pesquisa estimulada, os eleitores recebem os nomes dos candidatos avaliados pelo instituto. Na espontânea, a resposta depende do nome que vem à mente do entrevistado. Por isso, os números não devem ser comparados como se representassem exatamente a mesma medida eleitoral.
Segundo turno também aparece empatado
O equilíbrio se mantém quando o instituto testa uma eventual disputa direta entre os dois principais nomes.
João Campos e Raquel Lyra aparecem com 44% cada em uma simulação de segundo turno. Nesse cenário, 5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 7% não souberam ou não responderam.
Com margem de erro de dois pontos percentuais, os resultados não permitem afirmar uma vantagem estatisticamente consolidada de qualquer um dos dois candidatos. A fotografia captada pelo levantamento é, portanto, de uma disputa aberta.
Isso não significa que a eleição esteja definida ou que os dois candidatos tenham necessariamente a mesma força em todos os segmentos do eleitorado. A pesquisa representa o comportamento da amostra no período em que as entrevistas foram realizadas.
O que mudou em relação à pesquisa anterior?
O novo levantamento também ganha importância quando comparado à pesquisa anterior do próprio RealTime Big Data.
Na rodada divulgada em 31 de julho, Raquel Lyra aparecia numericamente à frente no primeiro turno, com 44%, enquanto João Campos registrava 42%. Apesar da diferença de dois pontos, o resultado estava dentro da margem de erro e era classificado como empate técnico. Na simulação de segundo turno daquela pesquisa, Raquel tinha 45% contra 44% de João Campos.
Agora, no levantamento realizado em agosto, os dois chegam aos mesmos 43% no primeiro turno e aos mesmos 44% no segundo.
A comparação precisa ser feita com cautela. As duas pesquisas foram realizadas em períodos diferentes e captaram momentos distintos da campanha eleitoral. O levantamento de julho ouviu 1.600 eleitores entre 27 e 30 de julho, enquanto a nova rodada entrevistou 1.600 pessoas entre 12 e 15 de agosto.
Portanto, a mudança dos percentuais não deve ser interpretada automaticamente como crescimento ou queda definitiva de determinado candidato. Pesquisas eleitorais são fotografias de momentos específicos e estão sujeitas à margem de erro e às condições políticas existentes durante o período de coleta.
Uma disputa que se estreitou ao longo de 2026
O histórico recente do RealTime Big Data ajuda a dimensionar a transformação do cenário.
Em junho, João Campos aparecia numericamente à frente de Raquel Lyra no primeiro turno, com 45% contra 40%, segundo levantamento realizado pelo instituto entre 9 e 10 de junho. Naquele momento, o socialista ainda tinha vantagem numérica de cinco pontos percentuais.
Na pesquisa seguinte, realizada no fim de julho, Raquel passou a registrar 44%, contra 42% de João Campos. Agora, no levantamento de agosto, os dois aparecem com 43%.
A sequência mostra uma redução da distância numérica observada nas rodadas anteriores do instituto. Entretanto, essa evolução deve ser interpretada como tendência dentro da série específica do RealTime Big Data, e não como previsão do resultado eleitoral.
Senado também foi incluído na pesquisa
Além da corrida pelo Governo de Pernambuco, o levantamento avaliou a disputa pelas duas vagas do Estado no Senado Federal.
No cenário estimulado apresentado pelo UOL, Marília Arraes (PDT) aparece com 29%, seguida por Humberto Costa (PT), com 20%, e Mendonça Filho (PL), com 18%. Eduardo da Fonte (PP) registra 12%, Túlio Gadelha (PSD), 11%, Carlos Sant'Anna (Novo), 2%, e Paulo Rubem Santiago (Rede), 1%. Brancos e nulos somam 4%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.
O resultado mostra que a pesquisa não se restringiu à disputa pelo Executivo estadual e também procurou medir a configuração da corrida para o Senado em Pernambuco.
O que os números significam para a eleição em Pernambuco?
Para o eleitor pernambucano, o principal dado desta rodada é a ausência de uma vantagem numérica entre Raquel Lyra e João Campos no primeiro turno. Ambos aparecem com 43%.
No segundo turno simulado, a igualdade permanece em 44% para cada um.
Isso coloca a disputa em um estágio no qual diferenças pequenas precisam ser interpretadas com cuidado. Com margem de erro de dois pontos percentuais, uma diferença numérica entre os candidatos não necessariamente representa vantagem estatística.
Também é importante observar que a pesquisa foi realizada entre 12 e 15 de agosto, período que antecede a divulgação do levantamento. Novos acontecimentos políticos, agendas de campanha, alianças, declarações públicas e fatos de repercussão podem alterar a percepção do eleitorado ao longo das semanas seguintes.
Por isso, os dados devem ser entendidos como um retrato do eleitorado pernambucano no período da coleta, e não como uma previsão do resultado das urnas.
A campanha começa com cenário aberto
A nova pesquisa RealTime Big Data reforça a percepção de que a eleição para o Governo de Pernambuco apresenta uma disputa concentrada nos dois principais nomes testados.
Raquel Lyra, atual governadora, e João Campos, liderança do PSB e ex-prefeito do Recife, aparecem empatados nos dois principais cenários avaliados pelo levantamento.
O resultado também acrescenta um novo capítulo à evolução observada nas pesquisas anteriores do instituto. Depois de aparecer atrás de João Campos em levantamentos anteriores, Raquel passou a liderar numericamente em julho e agora chega ao mesmo patamar do adversário.
Com 43% a 43% no primeiro turno e 44% a 44% no segundo, a pesquisa aponta uma eleição ainda sem liderança estatisticamente consolidada entre os dois principais candidatos.
A próxima rodada de pesquisas, especialmente aquelas realizadas após novas etapas da campanha, será importante para verificar se o empate representa estabilidade ou se algum dos candidatos conseguirá construir vantagem mais consistente