Raquel Lyra acelera articulação para o Senado e busca consenso entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho

Governadora busca definir os nomes da chapa majoritária até o próximo final de semana; impasses envolvendo a Federação União Progressista e o nome de Túlio Gadêlha movimentam os bastidores políticos.

Por Inácio Santos | Publicado em 10/07/2026 às 11:04
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), intensificou as articulações políticas nesta quinta-feira (9), realizando reuniões separadas no Palácio do Governo com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UNIÃO). O objetivo central do Executivo estadual é selar a composição das vagas ao Senado até este final de semana. O desafio do consenso na Federação Embora as reuniões tenham sido descritas como amenas e conciliatórias, o cenário para a formação da chapa permanece complexo. Raquel Lyra reforçou a importância estratégica de contar com a presença da Federação União Progressista (PP/UNIÃO) em seu palanque, defendendo uma definição tranquila, sem margem para contestações públicas. No entanto, o impasse sobre as vagas ao Senado persiste: Proposta de Miguel Coelho: O ex-prefeito de Petrolina chegou a propor que ambos, Eduardo da Fonte e ele mesmo, integrassem a chapa. Posição do PP: O senador Ciro Nogueira (PP), em encontro realizado na última segunda-feira em Brasília, foi enfático ao declarar que o candidato escolhido pelo partido é Eduardo da Fonte. Restrição da Federação: A Federação sinalizou que não aceita ter dois candidatos ao Senado do mesmo grupo político disputando o mesmo eleitorado. Túlio Gadêlha surge como elemento surpresa Além do impasse entre os principais aliados, a corrida ao Senado ganhou um novo capítulo com a declaração do deputado federal Túlio Gadêlha nesta quinta-feira. O parlamentar revelou publicamente que recebeu um convite da própria governadora Raquel Lyra e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para se filiar à sigla e disputar uma vaga ao Senado. A inclusão do nome de Gadêlha nas articulações adiciona uma nova variável ao tabuleiro político pernambucano, que segue em compasso de espera pelas definições oficiais do Palácio do Campo das Princesas.