Nunes Marques arquiva ação contra Bolsonaro sobre suposta interferência na CPI da Covid

Ministro do STF seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República e entendeu que não há elementos para dar continuidade à notícia-crime apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por Inácio Santos | Publicado em 15/07/2026 às 01:51
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (14) o arquivamento da notícia-crime apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que apurava uma suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. A decisão acompanha manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), elaborada em 2021 pelo então procurador-geral Augusto Aras, que concluiu não existirem indícios suficientes para a prática dos crimes de corrupção ativa ou advocacia administrativa. Entenda o caso A notícia-crime foi apresentada após a divulgação de uma conversa entre Jair Bolsonaro e o então senador Jorge Kajuru, em abril de 2021. Na gravação, Bolsonaro comentava os trabalhos da CPI da Covid e fazia referências a integrantes da comissão, o que motivou pedidos para que o Supremo investigasse uma possível tentativa de interferência nas atividades do Senado Federal. Por que o processo foi arquivado? Ao analisar o caso, Nunes Marques acolheu o parecer da PGR, que concluiu que os fatos apresentados não demonstravam elementos mínimos para a abertura de uma investigação criminal. Com isso, o ministro determinou o arquivamento da notícia-crime, encerrando o procedimento no STF. Decisão segue entendimento da PGR No despacho, o ministro ressaltou que o Ministério Público é o titular da ação penal pública e que, diante da manifestação pelo arquivamento, não caberia ao Supremo dar prosseguimento ao caso sem novos elementos que justificassem a investigação.