Mandante da morte de Marcolino Júnior é condenado a 22 anos e 2 meses de prisão

Davi Fernando Ferreira Graciano foi condenado pelo Tribunal do Júri do Recife pelo assassinato do colunista social Marcolino Júnior, morto em Caruaru em 2016.

Por Inácio Santos | Publicado em 22/08/2026 às 17:06
Davi Fernando Ferreira Graciano foi condenado a 22 anos e dois meses de reclusão pelo assassinato do colunista social Antônio Marcolino de Barros Filho, conhecido como Marcolino Júnior. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri da Capital, no Recife, após o julgamento do acusado apontado pelo Ministério Público de Pernambuco como mandante do crime. Segundo informações divulgadas sobre a sessão, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras atribuídas ao homicídio. A condenação foi registrada pela Justiça de Pernambuco nesta sexta-feira, 21 de agosto, e divulgada por veículos pernambucanos neste sábado. O caso envolve um dos crimes de maior repercussão registrados no Agreste de Pernambuco nos últimos anos. Marcolino Júnior foi assassinado em 2016, em Caruaru, e seu corpo foi posteriormente localizado na zona rural de Sairé. Condenação ocorreu após dez anos O julgamento aconteceu na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Recife, unidade vinculada ao Tribunal de Justiça de Pernambuco. A sessão aconteceu na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Recife. O processo havia sido transferido de Caruaru para a capital pernambucana por determinação judicial. A mudança de local ocorreu em razão da repercussão do caso, da notoriedade da vítima e da preocupação com a imparcialidade do julgamento. A transferência havia sido determinada anteriormente pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. O julgamento também passou por adiamentos. Em agosto, a sessão que estava inicialmente prevista para o dia 13 foi remarcada para 21 de agosto após o advogado de defesa informar que estava doente. (Nova Mais) O que aconteceu com Marcolino Júnior Antônio Marcolino de Barros Filho era conhecido em Caruaru por sua atuação como jornalista e colunista social. Ele desapareceu em abril de 2016. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado em uma área rural do município de Sairé, no Agreste pernambucano. As investigações apontaram que o assassinato ocorreu em um motel localizado em Caruaru. Após a morte, o corpo teria sido colocado no porta-malas do próprio veículo da vítima e transportado até a área onde foi localizado. A investigação policial apontou Rafael Leite da Silva como executor e Davi Fernando Ferreira Graciano como responsável pelo planejamento do crime. O caso ganhou grande repercussão em Caruaru e em outras cidades do Agreste, especialmente pela notoriedade de Marcolino Júnior e pelas circunstâncias do assassinato. Qual foi a condenação Davi Fernando Ferreira Graciano recebeu pena de 22 anos e dois meses de reclusão. Segundo a acusação apresentada no processo, o homicídio foi praticado mediante pagamento ou promessa de recompensa, com emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão do Tribunal do Júri reconheceu as três qualificadoras. De acordo com informações divulgadas após o julgamento, Davi foi encaminhado ao Cotel, em Abreu e Lima, após a sentença. A defesa informou que pretende recorrer da decisão. É importante destacar que a condenação representa a decisão do Tribunal do Júri após o julgamento, enquanto eventual recurso poderá levar a novas análises judiciais sobre o caso. Executor já havia sido condenado O processo relacionado à morte de Marcolino Júnior já havia produzido uma condenação anterior. Rafael Leite da Silva foi condenado em 2017 a 30 anos e cinco meses de prisão. Ele foi responsabilizado pelo homicídio e por crimes relacionados à ocultação do cadáver e ao veículo da vítima. A condenação ocorreu em Caruaru, onde o caso começou a ser julgado. A decisão contra Rafael foi registrada pelo Diario de Pernambuco à época. A reportagem descreveu que o acusado havia sido apontado pela investigação como executor do crime e que Davi Fernando Ferreira Graciano ainda aguardava julgamento. (Diario de Pernambuco) Com a condenação de Davi em 2026, os dois principais acusados apontados no processo passaram a ter decisões judiciais relacionadas ao assassinato. A acusação contra o mandante De acordo com informações divulgadas sobre o processo, Davi Fernando Ferreira Graciano trabalhava como assessor de Marcolino Júnior e foi apontado pela investigação como responsável por planejar o assassinato. A acusação sustentou que ele teria contratado Rafael Leite da Silva para executar o crime. Entre os elementos apresentados durante a investigação esteve a alegação de que teria sido oferecida uma recompensa pela execução. O valor de R$ 14 mil foi mencionado em informações relacionadas à acusação. Como se trata de elemento apresentado no processo, a informação deve ser atribuída à acusação e não apresentada isoladamente como uma circunstância independente do julgamento. O Conselho de Sentença, contudo, reconheceu as qualificadoras relacionadas à recompensa, ao meio cruel e à dificuldade de defesa da vítima. Caso teve forte repercussão em Caruaru O assassinato de Marcolino Júnior marcou a população de Caruaru e permaneceu durante anos entre os casos de maior repercussão criminal do Agreste. A vítima era conhecida na cidade e mantinha atuação profissional ligada à cobertura da sociedade local. A investigação envolveu diferentes municípios pernambucanos. O crime foi associado a Caruaru, enquanto o corpo foi encontrado na zona rural de Sairé. O julgamento do acusado apontado como mandante, por sua vez, ocorreu no Recife. A trajetória do processo passou, portanto, por três municípios importantes para a compreensão do caso: Caruaru, onde ocorreu o crime; Sairé, onde o corpo foi localizado; e Recife, onde ocorreu o julgamento do acusado apontado como mandante. Esse aspecto ajuda a explicar a dimensão regional que o caso ganhou ao longo dos anos. Defesa pretende recorrer Após a condenação, a defesa de Davi Fernando Ferreira Graciano informou que pretende recorrer da decisão. O recurso poderá levar a novas etapas judiciais. Por isso, embora o Tribunal do Júri tenha condenado o acusado a 22 anos e dois meses de prisão, o processo ainda poderá continuar sendo discutido no âmbito judicial. A informação sobre o recurso foi divulgada após a sessão que terminou com a condenação. (Blog do Edvaldo Magalhães) Dez anos depois, um novo capítulo O julgamento encerra uma longa espera pela análise judicial da participação de Davi Fernando Ferreira Graciano no assassinato. O crime aconteceu em 2016, enquanto a condenação do acusado apontado como mandante ocorreu em agosto de 2026. Durante esse período, o processo passou por diferentes etapas, incluindo mudança do local do julgamento, adiamentos e recursos. A condenação atual representa, portanto, um novo capítulo no caso que marcou a história recente de Caruaru e do Agreste de Pernambuco. A defesa ainda poderá recorrer, e novas decisões judiciais poderão alterar o andamento do processo. Por enquanto, o resultado do Tribunal do Júri estabelece a condenação de Davi Fernando Ferreira Graciano a 22 anos e dois meses de reclusão pelo assassinato de Marcolino Júnior. O Recife Urgente é o maior site de notícias de Recife, com cobertura dos principais acontecimentos da capital pernambucana e de todo o Estado. O portal acompanha diariamente notícias de política, segurança, cidades, economia, saúde, esporte, cultura e os assuntos que impactam diretamente a população de Pernambuco. 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