Jaques Wagner critica "patacoada" da PF e destaca espetacularização em operação

Jaques Wagner critica operação da PF, fala em "patacoada" e "espetacularização", e confirma afastamento da liderança do governo no Senado. Entenda o caso.

Por Editor | Publicado em 26/06/2026 às 19:52
O senador Jaques Wagner (PT-BA) manifestou forte descontentamento com a recente operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o parlamentar classificou a ação como uma "patacoada" e uma "espetacularização" da justiça, afirmando ter levado as queixas diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A crítica à "espetacularização" O ponto central do desabafo de Wagner foi a forma como a diligência foi conduzida. O senador questionou a exposição desnecessária de pertences pessoais durante as buscas, citando especificamente a fotografia de valores sobre a cama, prática que ele compara aos métodos criticados da Operação Lava Jato. Para o petista, a narrativa construída pela PF durante a operação configura uma "condenação a priori". "Não quero proteção, quero correção", declarou o senador, que nega as acusações de recebimento de propina e do imóvel no valor de R$ 2,5 milhões citados nas investigações. Wagner sustenta que a tese dos investigadores é infundada e aponta que a viabilização do Banco Master ocorreu sob a gestão do Banco Central no governo Bolsonaro. Desdobramentos políticos A pressão da investigação resultou em um movimento estratégico na articulação política do Planalto: o afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado. O senador revelou que a decisão foi tomada em diálogo com o presidente Lula. Segundo o parlamentar, o presidente questionou se ele teria condições de manter o foco na articulação legislativa enquanto conduz sua defesa jurídica, o que motivou a renúncia ao cargo. Com o afastamento, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) assume a liderança do governo no Senado, consolidando uma mudança na representação política do Executivo na Casa. Wagner reiterou que sua saída não reflete uma confissão de culpa, mas uma necessidade de dedicação exclusiva aos esclarecimentos sobre o caso junto às autoridades competentes.