Irã anuncia novo fechamento do Estreito de Ormuz e eleva tensão global

O governo do Irã anunciou neste sábado (18) o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, em resposta ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos.

Por Editor | Publicado em 18/04/2026 às 16:00
O governo do Irã anunciou neste sábado (18) o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, em resposta ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos. A medida intensifica a crise no Oriente Médio e aumenta a preocupação com impactos na economia global. A decisão ocorre poucos dias após uma tentativa de reabertura parcial da passagem, que havia sido condicionada a um cessar-fogo regional. No entanto, segundo autoridades iranianas, a manutenção das restrições americanas inviabilizou qualquer avanço diplomático, levando Teerã a retomar o controle rígido sobre a região. O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio internacional, sendo responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo mundial. O bloqueio da via marítima já provoca reflexos imediatos, como a redução do tráfego de embarcações e o aumento da insegurança para navios que operam na área. Relatos recentes indicam que embarcações têm evitado a região diante do risco de confrontos. Em alguns casos, navios chegaram a mudar de rota após episódios de tensão, incluindo registros de disparos próximos à área de navegação. A medida iraniana ocorre em meio à escalada do conflito com os Estados Unidos, que mantêm pressão militar e econômica sobre o país. Teerã afirma que o fechamento do estreito é uma resposta direta ao que classifica como ações hostis e bloqueios ilegais. Especialistas alertam que a continuidade desse cenário pode provocar forte volatilidade nos preços do petróleo e afetar cadeias globais de abastecimento, especialmente na Ásia e na Europa, regiões altamente dependentes da rota. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com preocupação o desenrolar da crise, diante do risco de ampliação do conflito e de impactos econômicos em escala global.